- Por que chama “Banco”? É um projeto de microcrédito?
- É um projeto da Igreja? Isso significa que dá cesta-básica e abrigo à população de rua?
- Qual a relação da Feira da Providência e do Arraial da Providência – Roça in Rio com o Banco da Providência?
- Qual a relação entre o Banco da Providência e a Arquidiocese do Rio de Janeiro?
- O Banco da Providência só atende católicos?
- Como são selecionadas as famílias e pessoas para participarem dos projetos do Banco da Providência?
- Como o Banco da Providência financia seus projetos? De onde vem o dinheiro?
- Quantas pessoas trabalham no Banco da Providência? Quantos são voluntários?
- Nestes 50 anos de atuação, quais foram os resultados obtidos pelo Banco da Providência? E quais são os desafios do Banco da Providência hoje e no futuro?
- Como eu posso contribuir para o Banco da Providência?
01.
Por que chama “Banco”? É um projeto de microcrédito?
O Banco da Providência não é um projeto de microcrédito.
Quando Dom Hélder o idealizou, seu objetivo maior era o de
fomentar a troca entre ricos e pobres, por isso dizia: “Ninguém
é tão pobre que não tenha o que dar ninguém é tão rico que não precise de ajuda”.
Ele usou este nome alegando que um verdadeiro “Banco” deveria
privilegiar os que mais precisavam, o que não acontecia nas
instituições financeiras da época. Esta reflexão foi tão
impactante que gerou um movimento de todos os setores da economia
para suprir o Banco da Providência com recursos - financeiros
e materiais - necessários para reduzir a desigualdade social da
cidade do Rio de Janeiro.
O espírito questionador e crítico de Dom Hélder em relação às
desigualdades e injustiças promovidas pela nossa sociedade permanece
vivo na organização. Atualmente, o Banco da Providência busca disseminar
valores como capacitação para o trabalho, empreendedorismo e comércio
solidário na busca por uma sociedade mais justa.
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02.
É um projeto da Igreja? Isso significa que dá cesta-básica e abrigo à população de rua?
Muita gente pensa que projetos ligados à Igreja são assistencialistas,
promovendo soluções paliativas sem atacar a raiz do problema.
Isto não é verdade. Assim como outros projetos ligados à Igreja
Católica que buscam soluções definitivas para os problemas sociais,
o Banco da Providência também busca soluções que levem à ruptura
definitiva do ciclo da pobreza.
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03.
Qual a relação da Feira da Providência e do Arraial da Providência –
Roça in Rio com o Banco da Providência?
A Feira da Providência comemora 50 anos em 2010. Foi criada para ser
uma fonte de recursos do Banco da Providência, garantindo sua sustentabilidade
financeira. Na época contava com doações de recursos financeiros de diversos
segmentos da sociedade e voluntários que organizavam e geriam os setores da Feira.
Hoje a Feira da Providência responde por cerca de 50% dos recursos financeiros do
Banco da Providência e foi totalmente profissionalizada em função da concorrência
do mercado. A receita da Feira da Providência vem da venda de espaço, bilheteria e
patrocínios empresariais.
O Arraial da Providência – Roça in Rio – também é um evento que gera recursos
para o Banco da Providência por meio de patrocínios empresariais, bilheteria
e comissão na venda de produtos. Atualmente é organizado por Gisella Amaral
e conta com voluntárias que coordenam a organização conceitual do evento.
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04.
Qual a relação entre o Banco da Providência e a Arquidiocese do Rio de Janeiro?
Fundado por Dom Hélder Câmara, então Bispo auxiliar na Arquidiocese do Rio de
Janeiro, o Banco da Providência tem como presidente do seu Conselho curador,
o Arcebispo da cidade do Rio de Janeiro. Sua diretoria é composta por representantes
da sociedade civil, terceiro setor e Igreja católica.
O Banco da Providência utiliza a capilaridade da Igreja Católica para
chegar às 84 comunidades do Rio de Janeiro.
Sua sede fica no sub-solo da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro as 18 Agências
de Família estão instaladas em salas das Paróquias das comunidades.
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05.
O Banco da Providência só atende católicos?
O Banco da Providência possui critérios objetivos de seleção dos
participantes de seus projetos e não discrimina pessoas que possuem
outras crenças. Por ser um projeto de origem católica, prega os princípios
da igualdade, corresponsabilidade e solidariedade social
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06.
Como são selecionadas as famílias e pessoas para participarem dos projetos do Banco da Providência?
O Banco da Providência busca selecionar seus participantes pelos seguintes critérios:
- Ser uma família: um conjunto de pessoas que morem juntas e que tenham relações de afinidade e interdependência. Grupo mínimo de 2 pessoas.
- Ter renda familiar per capita abaixo de 120,00.
- Ter ao menos 1 pessoa em idade e condições físicas de se capacitar para gerar renda no mercado formal ou informal.
- Residir em área que fique no entorno das Agências de Famílias.
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07.
Como o Banco da Providência financia seus projetos? De onde vem o dinheiro?
Além das receitas dos eventos (Feira e Arraial), o Banco da Providência é mantido por:
- Empresas parceiras.
- Doadores individuais.
- Convênios públicos com o Governo do Estado e Prefeitura.
A Fundação Brava investiu no processo de reestruturação da atuação e nos processos de gestão do Banco da Providência, contribuindo para que a alocação e utilização dos recursos financeiros fossem otimizadas em impacto social direto.
Os recursos são alocados da seguinte forma:
- Custos administrativos
- Custos de captação (eventos, ações, comunicação, etc)
- Projetos
O Banco da Providência é auditado anualmente pela Auditasse Auditores Independentes
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08.
Quantas pessoas trabalham no Banco da Providência? Quantos são voluntários?
Os voluntários trabalham nas Agências de Famílias e na organização e produção
dos eventos (Feira e Arraial). São 60 funcionários e 100 voluntários.
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09.
Nestes 50 anos de atuação, quais foram os resultados obtidos pelo
Banco da Providência? E quais são os desafios do Banco da Providência hoje e no futuro?
Em 50 anos de existência, o Banco da Providência se aprimorou em gestão
e em metodologias para conquistar resultados cada vez mais elevados de inclusão
social, buscando contribuir para romper o ciclo da pobreza. Atualmente,
as metas dos programas do Banco da Providência servem como referência para
instituições públicas que oferecem o mesmo atendimento.
O Banco da Providência acredita na formação e no desenvolvimento de lideranças comunitárias,
no aprimoramento de metodologias de formação para a cidadania e na capacitação para
o trabalho e renda, na gestão de processos, no monitoramento de indicadores e finalmente
na nossa equipe, que é formada por profissionais altamente qualificados de diversas áreas.
Por isso temos o reconhecimento de organizações e empresas que nos apoiam ou trabalham em
conjunto, tais como Fundação Brava, UNICEF (Plataforma dos centros urbanos), Secretaria da
Assistência Social do Governo do Estado entre outras.
Nossos resultados até hoje:
- Mais de 10 mil famílias passaram pelo Curso de Formação para romperem o ciclo da pobreza
- 116 mil jovens e adultos se formaram nos cursos de capacitação para o trabalho em diversas áreas
- Mais de 8 mil jovens e adultos foram empregados por meio do Programa de Empregabilidade
Nossos desafios:
- Fomentar e aprimorar mais empreendimentos solidários de grupos que se formam espontaneamente em nossos cursos de capacitação.
- Assessorar estes grupos para que eles tornem-se negócios lucrativos e auto-sustentáveis, gerando renda para seus participantes.
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10.
Como eu posso contribuir para o Banco da Providência?
Há diversas formas de contribuir com o Banco, clicando aqui você pode escolher a forma que mais lhe agrada.
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