Histórias de Sucesso

Olívio da Silva: O Jovem e as oportunidades.

O Jovem e as oportunidades.

Há uma série de estudos que mostram que a diferença no número de anos que um jovem passou na escola chega a explicar metade das causas de diferença de renda entre ricos e pobres na vida adulta.

Olívio da Silva era um jovem muito tímido e introvertido, pouco falava. Na seleção da Agencia Jovem de Comunicação ele não falou uma só palavra, mas quando perguntado sobre o seu interesse real no curso, ele logo respondeu "sim". Olívio é fruto de um modelo de educação pública precária que forma milhões de jovens todos os anos sem a menor possibilidade de articular os conhecimentos. A seleção de Olívio para a turma da Agência Jovem de Comunicação reflete um posicionamento ético de abrir as portas a jovens que sempre encontram portas fechadas ao longo de seu percurso.

Ao decorrer do curso de tecnologias midiáticas da Agência Jovem, Olívio surpreendeu especialmente nas práticas de fotografia. Seu olhar singular viaja por cores e formas e com o aumento de sua auto-estima, foi possível também melhorar a situação no colégio. Ele agora tem todos os livros didáticos e tem comparecido com frequência às aulas.

A Agência Jovem de Comunicação é um projeto em parceria com Oi Futuro. Matriculou 50 jovens de comunidades de Jardim América, Vigário Geral e Parada de Lucas para formação em tecnologias da comunicação.

Antenor dos Santos: O trabalho onde ele deve estar!

Antenor dos Santos: O trabalho onde ele deve estar!
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, divulgados no Projeto "Começar de Novo" a taxa de reincidência de egressos do sistema penitenciário ao crime tem sido de 70%.
A Agência da Cidadania colabora para alterar este quadro.
A história de Antenor dos Santos destaca que trabalho é peça chave para o processo de transformação social.
Antenor dos Santos tem 22 anos e foi condenado pelo artigo 157. Está no regime aberto e retorna para dormir na Unidade Casa do Albergado em Benfica. Morador do bairro de Nova Iguaçu, possui todos os documentos e tem o ensino fundamental incompleto, 5º ano. Pelas estatísticas, Antenor teria grandes chances de retornar ao crime, mas não foi o que aconteceu. Antenor se matriculou no Curso de Formação para o Mundo do Trabalho, na Agência da Cidadania. Decidiu fazer o Curso de Mecânico de Automóveis na Agência de Capacitação e foi encaminhado para uma vaga na Cedae como Auxiliar de Serviços Gerais, com salário R$545,00, vale transporte e vale refeição.

A Agência da Cidadania matriculou 100 egressos no Curso de Formação para o Mundo do Trabalho nas 4 turmas oferecidas em 2011.

Eliane Santos: Um emprego, uma melhor condição de vida.

Eliane Santos: Um emprego, uma melhor condição de vida.

Eliane Santos tem 39 anos e dois filhos. Ela se considera a chefe de sua família, que não tinha renda própria. Quando se matriculou na Agência de Famílias de Vigário Geral, o marido estava desempregado e a família, de 5 pessoas, vivia da aposentadoria da mãe, no valor de R$465,00. Em seu plano de atitudes optou pelo curso de Camareira e foi encaminhada para a Agência de Empregos onde foi indicada para a vaga de camareira no Hospital São Lucas, agora seu novo local de trabalho.

 "Essa capacitação foi a melhor coisa que me aconteceu pois fui encaminhada para um emprego, porque tinha o curso que fiz no Banco da Providência. Hoje posso comprar tudo que meus filhos precisam e estou bem mais aliviada. A renda da minha família aumentou para R$975,00."

A Agência de Empregos alcançou 50% de resultados efetivos entre os cadastrados e os empregados, no ano de 2010.

Sandra da Silva: Vamos falar sobre Formalização de empreendedores?

Sandra da Silva: Vamos falar sobre Formalização de empreendedores?

Um em cada seis brasileiros em idade produtiva - entre 18 e 64 anos - é empreendedor, um dos mais altos índices do mundo (11ª edição da Pesquisa Global Entrepeneurship Monitor).

 A protagonista deste caso de sucesso chama-se Sandra da Silva, que tem 46 anos e reside em Vigário Geral com um filho. Ela se matriculou no Curso de Formação para o Trabalho na Agência de Família de Vigário Geral e em seu plano de atitudes decidiu fazer os cursos de corte e costura e bolsas customizadas. A partir daí, teve uma oportunidade de participar da produção na grife Providência.

 Na produção na grife Providencia ela aprendeu técnicas de montagem de colares, peças em crochê, costura e montagem de bolsas.

Com o dinheiro que ganhou pela produção, Sandra investiu em 2 maquinas de costura - overlock e reta - que deram à Sandra a possibilidade de pegar encomendas de outras pessoas além de fazer suas próprias peças. Sua mais nova aquisição foi uma maquina fotográfica para divulgar seus produtos no seu blog.

As empreendedoras são incentivadas a inscreverem-se no Empreendedor Simples. Desta forma, passam a ser legalizadas e direito aos benefícios da Previdência Social para si e sua família.

Maria: A inclusão pela capacitação

A inclusão pela capacitação

Maria Macedo tem 42 anos e mora em Vila Kennedy com seu companheiro, sua filha de 16 anos, e uma neta de 10 anos. Ela é manicure, faz biscates e a renda dela e do marido, também biscateiro é de R$ 200,00 ao mês, portanto vivem em situação de extrema pobreza.

 Maria se matriculou na Agência de Famílias de Vila Kennedy, no Curso de Formação para o Mundo do Trabalho. Em seu plano de atitudes desenvolvido em conjunto com a assistente social do Banco da Providência, escolheu fazer o Curso de Informática.

Já durante o curso começou a utilizar seus conhecimentos de informática para pesquisar idéias de unhas decoradas na internet e aplicar em seu trabalho de manicure. Além disso, passou a confeccionar currículos, tabelas de preços, planilhas de pagamento doméstico, entre outros serviços. Assim que juntou dinheiro, trocou o piso na casa onde mora.

"Antes me considerava uma pessoa excluída do mundo da tecnologia, da informática, totalmente desentendida, dependente da minha filha, mas agora eu também sei usar o computador" - disse Maria.

Assim como a família de Maria, o Banco da Providência acompanhou, em 2011, 960 famílias em 16 comunidades.

Conheça a história de Josué: O que um emprego pode fazer

conheça a história de Josué: O que um emprego pode fazer

Aos 18 anos o mineiro Josué Lima saiu da casa onde morava com a mãe, o padrasto e um irmão e veio para o Rio. Dependente químico, passou por inúmeros abrigos e vivia de "biscates", mas não conseguia um lugar para morar e para trabalhar.

Chegou à Agência Comunidade de Emaús em junho 2010 e o primeiro passo foi regularizar sua documentação, iniciar o tratamento de dependência química e retornar à escola.

Participou do curso de Formação para o Trabalho e, no plano de atitudes, optou pelo curso de Informática, promovido pela Agência de Capacitação. Fez o curso de iniciação profissional na área de Construção Civil oferecido pelo SECONCI em parceria com o SENAI. Em maio de 2011 conseguiu um emprego e passou a receber o salário de servente de obras que é R$ 869,00 mais benefícios e assistência médica.

Hoje aos 28 anos, Josué Lima reflete sobre sua casa: "Sabe o que é ter uma chave na mão? Não sei a última vez que tive uma chave na mão e tive esta responsabilidade que aprendi a ter em Emaús".

A Agência Emaús oferece 40 vagas para moradores de rua adultos. Entre os que permanecem na Agência e passaram pelas 3 etapas da metodologia de inclusão há 18 que estão trabalhando no mercado formal.

Michele: sucesso e reconhecimento pelo trabalho na grife Providência

Case Fernanda
Através da Agência de Empreendimentos do Banco da Providência, eu trabalho em casa. Vou ao Banco da Providência uma vez por semana, para receber as encomendas da grife Providência e entregar minha produção. Com isso consigo ficar em casa e cuidar da minha filha quando ela precisa de mim.

Nunca imaginei um sucesso assim, meu trabalho sendo conhecido por várias pessoas e eu ainda recebo por isto. Eu estou muito feliz!

Odair: o menino que morava na rua agora tem endereço, e sonhos!

Foto Odair

Odair José mora atualmente em Vaz Lobo, tem uma casa para onde ir todos os dias ao sair do trabalho. Em casa ele tem documentos, carteira de trabalho, profissão e está estudando, mas sua vida nem sempre foi assim.

Odair chegou ao Rio de Janeiro com 15 anos, vindo de São Gonçalo. Ele não conheceu a mãe e depois de se desentender com os parentes com quem morava, resolveu sair de casa. Sua nova casa, infelizmente, foi a rua. Passou a catar papelão pelas ruas e continuava sem tem onde morar. Foi então que ouviu falar da Agência Emaús, do Banco da Providência.

Em Emaús, Odair passou pelas 3 fases para o Desenvolvimento Humano: resgatou seus direitos de cidadão e tirou documentos; acreditou no seu potencial por meio da capacitação em um ofício e finalmente ganhou confiança para buscar um trabalho na Agência de Empregos do Banco da Providência. Após entrevista, foi selecionado para um trabalho que lhe dá tranqüilidade financeira para planejar o futuro. Ele diz que em Emaús aprendeu a controlar sua ansiedade, “aquela coisa que tinha antes que dava vontade de ficar, sair, ficar, sair” e pôde se adaptar melhor aos estudos e ao trabalho.

Depois de passar por Emaús e resgatar sua dignidade, Odair disse que para a rua não volta mais.

Odair tem hoje 34 anos e está fazendo a 2ª série do Ensino Médio. Desde que saiu da Agência de Emaús, há mais de um ano, está empregado. Atualmente trabalha na empresa Kantro como auxiliar de serviços gerais, com carteira assinada e toda a proteção da Previdência Social.

Fabiana: aumento de renda por meio da capacitação para o trabalho

Foto Fabiana

A família de Fabiana Vânia Martins vivia abaixo da linha da pobreza. Pobreza não é só insuficiência de renda, é privação da capacidade de acessos a moradia digna, serviços de saúde, educação com qualidade, transporte adequado e segurança pública. Quando entrou no Projeto Agência de Famílias, Fabiana não tinha renda suficiente pois vivia de pequenos bicos de faxina.

A família de Fabiana mora no Catumbi, em uma comunidade chamada Morro do Fallet, com o marido e uma filha de 11 anos. Nesta localidade, a renda per capita é de R$324,83, mas a família de Fabiana não tinha renda alguma.

Não consegui completar a 4ª série do Ensino Fundamental. Tive que parar de estudar para cuidar do meu irmão, para minha mãe trabalhar. Tenho uma filha de 11 anos e meu marido está desempregado”.

A partir da formação na Agência de Família do Catumbi, Fabiana alcançou um novo perfil de empregabilidade: foi encaminhada para um processo de seleção em uma das 113 empresas parceiras da Agência de Empregos e conseguiu trabalho em um salão de depilação. A renda evoluiu de zero para R$600,00. O marido de Fabiana, que estava desempregado, também recebeu formação na Agência de Emprego e foi selecionado como Auxiliar de Serviços Gerais em uma empresa de segurança. Sua renda também aumentou para R$514,00. Hoje, eles possuem uma renda familiar de R$1.114,33.

A história da Fabiana é semelhante a de muitas famílias que superaram a linha da pobreza extrema, como resultado que alinhou o protagonismo das famílias com as ações desenvolvidas pelo Banco da Providência em 2009.

Cleide: uma líder comunitária em Jardim América

Foto Cleide

Cleide mora no Jardim América, é casada e mãe de duas filhas. Cleide era um exemplo, pela persistência em melhorar suas condições de vida e por sua habilidade em colaborar com a comunidade. Foi convidada pelo Banco da Providência para ser uma líder da Agência de Família e fez o Curso de Capacitação de Lideranças Comuntárias.

O curso ajudou Cleide a enxergar as potencialidades da comunidade e também mapear os equipamentos do Estado que estão disponíveis. Quando não estão, Cleide sabe acionar os canais para reivindicar melhorias.

Cleide acolhe, orienta, acompanha e faz visita domiciliar com a assistente social. Seu apoio é fundamental para as famílias conseguirem vencer as dificuldades no processo de inclusão social.

O Jardim América tem melhorado significativamente seu perfil de renda nos últimos anos, graças as Cleides que estão por lá, contribuindo para a transformação da comunidade e de suas famílias.

Helena: uma empresária de sucesso

Foto Helena

Helena foi uma mulher guerreira, que passou por muitas dificuldades desde criança. Não teve acesso à educação e desde cedo já trabalhava para ajudar a família.

Em 1960 a família de Helena foi atendida pelo Banco da Providência nas suas demandas básicas de alimentação e moradia. Um dos irmãos de Helena foi empregado por meio da Agência de Empregos e pode aumentar a renda da família para que os demais irmãos fossem à escola.

O tempo passou e Helena retornou ao Banco da Providência. Desta vez ela queria aprender o ofício de Corte e Costura na Agência de Capacitação em Realengo. Mas Helena queria mais. Munida dos princípios de colaboração, associativismo e solidariedade que são incentivados no Banco da Providência, Helena decidiu criar seu próprio "Centro de Capacitação". Juntou um grupo de mulheres da comunidade com talentos em diversas áreas e em uma ação conjunta, utilizou o modelo do Banco da Providência para implementar o Centro no bairro do Riachuelo.

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